Os cartórios de Mato Grosso do Sul ajudaram o poder público a economizar mais de R$ 10 milhões em 2025, ao assumir serviços que antes eram feitos apenas pelo Judiciário. Os dados estão na 7ª edição da revista Cartório em Números, divulgada pela Anoreg-MS.
Segundo o estudo, a chamada desjudicialização, quando atos saem da Justiça e vão para os cartórios, diminuiu a quantidade de processos e acelerou a solução de problemas do dia a dia da população em MS.
Com menos demandas, o Judiciário também sentiu o efeito. Em nível nacional, o estoque de processos caiu para 75 milhões em 2026, o menor dos últimos seis anos, reflexo direto desse modelo que também funciona em Mato Grosso do Sul.
Um dos exemplos em MS é o divórcio em cartório. Em 2025, foram feitos 844 divórcios consensuais, resolvidos em média em um dia, o que gerou uma economia de R$ 2 milhões aos cofres públicos.
Os inventários extrajudiciais também cresceram. Em MS, 2.849 inventários foram feitos em cartório em 2025, evitando longos processos na Justiça e garantindo uma economia de R$ 6,7 milhões ao Estado.
Outro serviço importante é o reconhecimento de paternidade, que pode ser feito diretamente no cartório. Em 2025, isso gerou uma economia de R$ 1,3 milhão em Mato Grosso do Sul.
Na área de imóveis, serviços como usucapião, regularização de terrenos e correção de registros também passaram a ser feitos nos cartórios, reduzindo prazos de anos para poucos meses e facilitando a vida de quem precisa regularizar propriedades em MS.
Os dados mostram ainda crescimento nos registros da vida civil. Em 2025, os cartórios de MS registraram 41.471 nascimentos, 15.648 casamentos e 20.136 óbitos, todos em alta em relação a 2024.
Para a Anoreg-MS, os números mostram que os cartórios são hoje uma peça-chave para dar mais rapidez, segurança e economia ao sistema de Justiça e aos serviços públicos de Mato Grosso do Sul.